A Defesa Civil de Belo Horizonte promoveu no auditório da Escola de Engenharia da UFMG o seminário “Como identificar risco geológico em um terreno”. Geólogos, engenheiros e moradores de áreas vulneráveis se reuniram para aprender a reconhecer sinais de instabilidade no solo, usar aplicativos de mapeamento e adotar medidas preventivas. A iniciativa surgiu após o município registrar 180 chamadas de emergência por deslizamentos nos últimos dois anos, destacando a urgência de educar moradores e investidores sobre como diagnosticar riscos e proteger vidas.

Detectar sinais visíveis de instabilidade
- Rachaduras • Trincas no solo e em muros de contenção indicam movimentação subterrânea • Fissuras que se alargam com o tempo podem antecipar deslizamentos
- Inclinação de elementos • Árvores, postes e cercas tortos revelam gradativa perda de equilíbrio do terreno • Postes pendentes sinalizam necessidade de vistoria imediata
- Erosão em declives • Sulcos e desbarrancamentos expõem raízes e aceleram a perda de solo • Encostas com terra solta exigem contenção urgente
- Surgência de água • Poças permanentes na base de taludes indicam elevação do lençol freático • Vazamentos inesperados devem ser reportados à Defesa Civil
Consultar cartografia e aplicativos
- Mapas de risco geológico (SGB) • Acesse o portal Cartografia de Riscos Geológicos do Serviço Geológico do Brasil • Identifique áreas suscetíveis a movimentos de massa e inundações
- Aplicativo Prevenção SGB • Baixe o app para Android ou iOS e envie fotos de anomalias no terreno • Colabore com o mapeamento cidadão de áreas críticas
- Sistemas municipais • Consulte mapas de Defesa Civil e zonamento em portais como GeoBH • Verifique cronogramas de levantamento topográfico local
Avaliar o histórico de desastres

- Registros de deslizamento e inundação • Analise boletins da Defesa Civil e notícias de ocorrências recentes • Compare a frequência de eventos em relatórios anuais
- Testemunhos locais • Converse com vizinhos para confirmar episódios antigos de desabamento • Documente relatos e fotos em datas específicas
- Estudos geotécnicos anteriores • Solicite laudos de sondagem no Cartório de Registro de Imóveis • Use esses dados para mapear zonas de instabilidade
Adotar medidas preventivas
- Contenção de encostas • Instalar gabiões, muros de arrimo e plantio de cobertura vegetal • Ordenar cortes e aterros conforme laudo geotécnico
- Drenagem eficiente • Construir valetas e drenos subterrâneos para controlar a água • Verificar calhas e sistemas pluviais antes das chuvas
- Remoção de construções irregulares • Realocar edificações em pontos de alto risco • Acionar órgãos competentes para ordenar desocupações
- Monitoramento contínuo • Inspecionar previamente a cada estação chuvosa • Acionar Defesa Civil ao menor sinal de agravamento
Conclusão
Como identificar risco geológico em um terreno, reforça que observar rachaduras, inclinações e erosões, consultar mapas oficiais e adotar ações preventivas são passos essenciais para reduzir desastres naturais. Com tecnologia e conscientização, cidadãos e investidores ganham ferramentas para avaliar e mitigar riscos, protegendo vidas e patrimônios. Compartilhe com seus amigos e deixe sua opinião nos comentários!

Eu sou Alexandre Gonzaga Pereira (CRECI SP 319952-F), o Estrategista por trás do Imóvel em Foco. Ativo desde 2023, me dedico com paixão e experiência no setor imobiliário para te ajudar a realizar o sonho de um espaço próprio. Minha filosofia é simples: um imóvel não é apenas um lar, é um ativo estratégico. Cada artigo que você lê é fruto de estudos, detalhes minuciosos e experiências práticas, focados em guiar você na sua jornada de ascensão no mercado imobiliário.

